Relatos Positivos - Mamãe Paula

Confesso que me emocionei demais ao receber esse relato. Sempre acompanhei a luta da Paula por seu bebê, até que um dia desanimada de lutar ela decidiu não continuar com o blog. Mas hoje tenho a honra de publicar para vocês o relato de um milagre lindo! 

Olá, meu nome é Paula, tive um blog chamado cheiro de leite,  onde relatei por uns 2 anos a minha luta, então quem sabe alguém ainda lembra de mim,  minha história é como de toda tentante, mas teve um final feliz.

 Tenho 29 anos, e tenho 11 anos de casados,  por 6 anos tentei engravidar, com 2 anos tentando descobri através de cirurgia que tenho endometriose,  fiz cirurgia,  fiz tratamento,  fiquei na menopausa por 7 meses,  após esse tempo tentei novamente engravidar com indutores,  mas nada, fiz várias exames,  era uma tortura tudo aquilo,  gastei o que não tinha em tratamentos com vários especialistas,  meu marido fazia exames e até então estava tudo normal,  em 2012 realizei mais de 15 ultrassons,  exames de sangue,  coito programado,  era tanta coisa,  a minha vida era baseada nisso, tentar engravidar,  meu esposo sempre me apoiou, sempre fez os exames dele, e além da endometriose descoberta na minha cirurgia não era descoberto nada,  tudo normal. 

Em setembro de 2012 consegui,  estava grávida,  infelizmente foi difícil,  tive um aborto com 6 semanas, sofri muito,  perdi a vontade de viver,  dei um tempo nos tratamentos depois disso,  procurei especialistas depois de um tempo e os médicos nos disseram que só fertilização in vitro, porém eu não tinha condições emocionais e nem financeira,  e tbm eu nunca fui muito a favor da fiv, então resolvemos que não faria,  após isso as tentativas continuaram, as saga pelos médicos tbm, tivemos diagnósticos errados, a minha vida era resumida em sofrimento e dor,  me distanciei de todas as amigas que conseguiam engravidar,  me isolei, chorava muito em cada menstruação,  eu não conseguia entender,  porque era tão difícil,  após tudo isso,  meu marido tentou novamente um tratamento pois descobrimos que ele tinha varicocele,  mas infelizmente descobrimos tbm que ele tinha câncer de testículo,  acabou fazendo uma cirurgia e perdeu  um testículo,  ficamos arrasados,  éramos mortos vivos, mais um empecilho para impedir a realização do nosso sonho, só não entramos em depressão porque Deus nos ajudou muito.

Meu marido fez uma sessão de quimioterapia,  graças aos tratamentos para engravidar, descobrimos esse câncer muito precocemente e as chances de cura são grandes,  nessa altura já estávamos na fila de adoção,  2 meses depois da quimioterapia do meu marido nos chamaram no fórum e o grande milagre aconteceu,  era nosso anjo,  nossa bênção de Deus,  com ele nos trouxe a recuperação de nossos corações. 

Restabeleceu o nosso interior,  nosso anjo nos trouxe de volta a vida,  através da adoção pude realizar nosso sonho, estou vivendo novamente,  adotamos um anjo com 1 mês e 7 dias,  lindoooo, magrinho,  doentinho, lutamos com ele e hoje ele tem 10 meses,  me chama de mamãe e meu marido de papai, foi tudo muito emocionante,  se eu fosse relatar aqui levaríamos um tempão lendo rsrsrsrsrsr. 

Bom oq posso dizer é que tudo vai passar,  a partir do momento que vc entrega realmente nas mãos de Deus o milagre acontece! Assim como o meu milagre veio!

Quer enviar seu relato? Escreva sobre como foi sua luta, como conseguiu e descobriu o positivo, como contou para o papai e a família, principais sintomas, enfim, o espaço é seu, como nos relatos das tentantes, não existe limite de caracteres, escreve de coração. Se desejar pode enviar fotos do positivo, da barriga, do baby, etc.
PS. Vale aqui relatos das mamães de coração viu? Mamães que decidiram adotar será uma honra receber os relatos de vocês! Mãe é mãe, filho é filho, independente de onde foi gerado.
Escreva seu relato e envie para o email: contato.diariodatentante@gmail.com

Relatos das Tentantes: Rafaela

Bom dia flores do dia! O relato de hoje é da Rafaela, uma tentante que já é mamãe mas busca com a ajuda do seu filhote e marido o seu segundo milagrinho.

Bom dia meninas... vou contar minha historia a vocês e tentar resumir senão....dá uma novela....kkkk..... Me chamo Rafaela, tenho 31 anos de idade, sou casada há 8 anos, mas conheço o amor da minha vida desde meus 17 anos, onde engatamos um namoro. Um pouco antes de completar um ano de casada, comecei a ter alguns sintomas que me levavam a desconfiar de uma gestação, tinha tonturas, desejos, crises de choro, sono, enfim, algumas coisas desse tipo. Procurei meu medico o qual solicitou exame de sangue e para nossa surpresa, deu negativo. Os sintomas continuaram, realizei novos exames, além do Beta, também fiz uma ultrassonografia, mas segundo o medico, nada seria identificado e mais uma mês o exame de sangue deu negativo.

Passaram se alguns meses e como tomava, na época, anticoncepcional de uso continuo, não menstruava. No mês de janeiro de 2008, era um domingo, passei  a sentir fortes dores, mas fortes mesmo, mas para mim, cólicas sempre fizeram parte do período menstrual (na minha cabeça, muito tempo sem menstruar por causa do anticoncepcional, cólica seria algo normal). No dia seguinte, segunda feira, fui para o trabalho com dores horríveis, nenhuma medicação fazia efeito, foi quando liguei para o médico, e me pediu para o encontrar no hospital, lá para a minha surpresa descobri que estava, na realidade, abortando. Isso mesmo, abortando. Não sei como descrever o sentimento daquela noticia. Dor, medo, raiva, medo, medo e medo. Foi necessário fazer a curetagem, o procedimento em si, não foi nada de tão dolorido, realmente, não senti nada demais....mas as dores psicológicas, emocionais, essas ficaram com cicatrizes.

Passando os meses, me recuperando de tudo, meu marido dando todo apoio, passamos pela fase do luto.... em 2009, fomos para uma nova lua de mel, viagens, passeios, e eu comecei novamente passando mal, mas acreditando que seria apenas coisas da viagem...kkk.... quando cheguei na minha cidade, fui logo marcar um medico, afinal, minha menstruação estava atrasada e não sabia as causas, aproveitei e já fiz por conta mesmo um exame Beta e........ GRAVIDISSIMA..... não sabia como reagir, afinal, nem para meu esposo havia contado que faria o exame, ninguém desconfiava e eu, com o sorriso de orelha a orelha.... assim, entrei no carro e dei o exame para meu esposo ler, ele nem acreditava, quase morremos de tanta felicidade, fizemos varias ligações para a família, percebemos que, para alguns, a apreensão tomava conta, afinal já tínhamos tido uma experiência ruim a anos atrás. Fui para o medico, quando fizemos uma ultrassonografia, já pudemos ouvir o coração do nosso bebe. Estava com 8 semanas.... muitas alegrias vieram.

Em Março de 2010, chegou ao mundo, nosso lindo Gustavo, com 3.250 Kg, 49 cm.... lindo, maravilhosamente lindo...um cheiro delicioso, um choro doce, um menino doce. Filho maravilhoso, bênção e herança de Deus. Acreditem, nossa historia não acabou aqui. Dois anos depois, 2012, estávamos querendo muito promover o Gustavo a irmão mais velho e isso ocorreu, mais um POSITIVO. Estava com 5 semanas. Mas infelizmente, uma semana depois da descoberta, acordei, fui ao banheiro e vi o sangramento. Novamente um aborto, dessa vez não precisei realizar a curetagem, pois estava ainda o inicio da gestação. Nosso mundo desabou, vivi uma gestação que não existia, os nove meses dela, calculando as datas, o que estaria fazendo caso tudo desse certo. Dor sem fim. Em 2014, depois de uma escorregada (sabem aquelas que sabemos que não deveria acontecer?!), novamente engravidei, com uma diferença, dessa vez não contamos pra ninguém era um segredo entre eu, meu esposo e o pequeno Gustavo, e acreditem o Gustavo guardou segredo de tudo.... depois que fizemos os exames de rotina, vários Ultrassonografias, quando realmente tudo estava bem, abrimos o jogo e contamos para amigos e familiares próximos, bem próximos... tudo fluía bem. No dia 12 de janeiro, fui para uma ultra de rotina, foi quando o medico percebeu que meu bebe estava sem batimentos, ele foi super delicado para  poder me dar a noticia, procurando como que me proteger daquilo tudo. Estava com 15 semanas. Não vou mentir, pedia a morte, mas não passar por esta dor de novo, perguntava mil vezes porque eu? Porque comigo? O que tinha feito de errado? Como contar ao Gustavo? A família? Amigos? Como falar disso comigo mesma??? Enfim, tive o chamado aborto retido, onde depois de 27 dias expeli meu bebe. 

As coisas foram muito difíceis ate entrarem no eixo. O Gustavo e meu esposo eram as motivações para sair da cama, levantar a cabeça e começar um novo dia. Vocês podem me achar maluca, não escrevo para lhes contar sobre os abortos, mas sim sobre o meu maior POSITIVO, chamado Gustavo, hoje com 5 anos de idade, minha fortaleza. E embora muitos me possam me condenar, mudei de medico, estamos novamente realizando exames, para saber se tudo esta ok com meu corpo, com minha saúde, e tudo corre muito bem. E meninas, assim como muitas de vocês, SOU TENTANTE.... tentante de uma nova historia, de uma nova vida, de um novo amor, ou melhor, minha família é TENTANTE. E estamos aqui, loucos para poder lhes contar sobre um POSITIVO e ter uma nova experiência pela qual só uma mãe louca por seu filho pode experimentar.........

Quer enviar seu relato? Então sinta-se a vontade para contar sua história de tentante, o que já viveu, seu presente e seus planos e sentimentos quanto ao futuro. Não existe limite de caracteres. Se você gosta de escrever use esse espaço como seu divã! Caso seja tentante secreta, não precisa enviar fotos, nome verdadeiro, nem nada que a identifique, o importante é o relato.
Escreva seu relato e envie para o email: contato.diariodatentante@gmail.com

Relatos Positivos | Relatos das Tentantes

Bom dia flores do meu dia! Ainda estou arrumando e organizando tudo por aqui, então esse ainda será um post de novidades.

No antigo blog tínhamos duas categorias que faziam muitooo sucesso! Uma vez por semana eram publicados dois relatos:  um de tentante e um de positivo. No relato das tentantes a autora do post contava um pouco de sua história, sua luta, desabafava, contava dos tratamentos, etc. E no do positivo, a ex-tentante contava como foi sua luta, como conseguiu engravidar, tratamentos, sintomas iniciais, etc. Era muito legal mesmo!

Quero voltar com essa ideia nessa nova fase e conto com a participação de vocês!

COMO PARTICIPAR:

RELATOS DAS TENTANTES: Sinta-se a vontade para contar sua história de tentante, o que já viveu, seu presente e seus planos e sentimentos quanto ao futuro. Não existe limite de caracteres. Se você gosta de escrever use esse espaço como seu divã! Caso seja tentante secreta, não precisa enviar fotos, nome verdadeiro, nem nada que a identifique, o importante é o relato.
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RELATOS POSITIVOS: Ex-tentante que recebeu seu milagrinho, escreva sobre como foi sua luta, como conseguiu e descobriu o positivo, como contou para o papai e a família, principais sintomas, enfim, o espaço é seu, como nos relatos das tentantes, não existe limite de caracteres, escreve de coração. Se desejar pode enviar fotos do positivo, da barriga, do baby, etc.
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Participem! Vocês não sabem como isso ajuda e enche de força e esperança o coração. Saber que não está sozinha na luta, saber que cedo ou tarde, de um jeito ou de outro o milagre irá chegar é um alento ao coração.

Anunciando o positivo para a família

A Thalita era (que delícia dizer isso né Tha?) uma tentante lá do DT e conseguiu seu milagrinho!
Para contar do positivo para a família eles fizeram um vídeo lindoooo e passaram no dia da festa de aniversário do mais novo papai do pedaço!

Parabéns meus queridos por essa bênção que está crescendo aí na barriguinha... Que Deus ilumine essa nova família!

Vem se emocionar...

Quer contar como você anunciou seu positivo também? Então envie um e-mail para: contato.diariodatentante@gmail.com ou preencha o formulário clicando aqui

A dor da espera


Esperar não é fácil. Acredito que todos concordem com isto. Seja esperar um taxi, um amigo, um avião, o semáforo abrir, uma mesa num barzinho, um resultado, um namorado(a)… Enfim, seja qual for a situação, se envolve esperar, ativa sentimentos nem sempre dos mais nobres ou agradáveis. Isto porque esperar significa adiar um desejo, e o desejo é atemporal, não conhece e não respeita tempo, regras ou limites. Ter desejo é estar vivo, é saudável, é motivador, é prazeroso. Mas, esperar acontecer é muito doloroso!

Há desejos de todos os modelos e tamanhos, para todo tipo de bolso e gosto, sendo assim, há os que sabemos ser malucos e inalcançáveis que mais do que desejo tornam-se um sonho distante. Enquanto que outros são importantes e até mesmo imprescindíveis. Estes últimos são os mais complicados e detonadores de angustia, tristeza e dor.

Esperar a ligação de uma entrevista de emprego, o resultado do vestibular, uma pessoa que amamos chegar de um lugar ou situação de perigo, o resultado de um exame médico, de uma cirurgia, uma gravidez que nunca vem, ou um salvamento. São situações de grande desespero. Insegurança, medo, dúvidas, culpa, surgem descontroladamente mesmo com esforço para não aparecer. Nesta hora as orações, a família e os amigos, ajudam, mas muitas vezes não são suficientes para aplacar tais sentimentos.

Sentimentos estes que são naturais para a circunstância, porem muitas vezes mal compreendidos por nós mesmos e pelos que estão a nossa volta. Que nos pedem calma, indicam caminhos e não entendem (ou não entendemos) que a dor tomou conta e que palavras de consolo ou indicações de erros não ajudam em nada.
O mais complicado é que cada situação é vivenciada de maneira muito única por cada um, há pessoas que esperam com tranqüilidade mesmo por algo de grande seriedade. Outros, por situações aparentemente simples ficam descontrolados. Não há aqui o certo ou errado, mas a capacidade de tolerar frustração de cada um. Assim como há pessoas que toleram melhor a dor, há pessoas que toleram melhor a espera e conseqüentemente a frustração. Para outros este desconforto pode ser desesperador.

Até mesmo porque, lidar com frustração é entrar em contato com o quanto em muitas situações somos incapazes e até mesmo impotentes diante das pessoas, da vida e até do nosso próprio corpo. É algo muito, muito angustiante. Quem lida bem com frustrações, que vamos concordar são pouquíssimas pessoas, tendem a saber esperar sem se desorganizar. Para todos os outros, a desordem se torna a palavra de ordem.
E frustração e espera, estão intimamente ligados, pois enquanto esperamos nos deparamos com o a frustração do não saber, do fato de não termos as respostas, o que nos faz ver o quanto somos limitados, outra verdade que se luta sempre contra.

Desabafar sem se sentir cobrado pode ser, na maior parte das vezes, a única coisa que realmente alivia. Saber que há alguém seja humano ou espiritual que nos escuta, nos acolhe e nos ama sem nos cobrar faça isso ou aquilo, sem dizer que estamos errando nisto ou naquilo. Pois na hora da dor, essas críticas nem são escutadas, só revoltam, magoam e criam confusão. Se sentir acolhido é o caminho, pois de dor já basta a angustia interna ativada pela espera.

Além do mais, há esperas que só quem vive sabe o que significa aquela dor. Por isso, as frases de efeito como “isso passa”, “não fica pensando no assunto” ou “vai dar tudo certo” podem ser tão irritantes, pois não consolam em nada. Mas ter um ombro amigo que agüente o choro e demonstre que não nos abandonará, isso sim acalma e alivia.

Levando em conta que nem sempre passa, nem sempre dá tudo certo e quando se está no olho do furacão não dá pra simplesmente pensar em outra coisa.

Fonte: Fernanda Rossi, psicóloga clínica de orientação Psicanalítica e mestre em Psicologia da Saúde pela UMESP

Estou tentando engravidar e até agora nada! O que fazer?



Antes de mais nada acho legal explicar para vocês que somos uma das espécies mais inférteis da natureza. Cada casal sem nenhum probleminha de fertilidade, com tudo tinindo de lindo, em média, tem 20% de chance de alcançar uma gravidez em cada mês (por ciclo fértil), alcançando 80-85% em um ano.

A idade também fala muito alto, infelizmente. As chances mensais em cada faixa etária da mulher são:
  • Faixa até 20 anos: 25% 
  • Faixa entre 21 e 30 anos: 20% 
  • Faixa entre 31 e 35 anos: 15% 
  • Faixa entre 36 e 39 anos: 10% 
  • Faixa entre 40 e 44 anos: 5% 
  • 45 anos ou mais: abaixo de 3%
Você deve estar se perguntando, só isso de chance num mês?
Eu te explico, a parada é sinistra, tudo, eu disse TUDO tem que dançar no mesmo ritmo da música, acompanhe (vou explicar bem basicamente, eu diria até que porcamente para não me estender tanto):

- Hormônios devem estar ok para você ovular regularmente, opa, primeiro impecilho, não pense que mesmo regulada em um ano você irá ovular todos os meses, não minha flor! A média é de 8 a 10 vezes ao ano, quando se está na faixa dos 25 a 30 anos, ou seja, podem ocorrer ciclos sem ovulação sem que isso seja um problema propriamente dito;

- Pensando que você você ovulou esse mês, próximo passo, o muco deve estar bom para receber os espermatozóides e não eliminá-los logo que entrem na sua "amiga". Falando nos espermatozóides, eles também precisam estar em boa quantidade, saudáveis e móveis;

- Muco e espermatozóides ok, próximo passo, suas trompas devem estar móveis, desobstruídas e funcionais para receber o óvulo e para que o espermatozóide caminhe;

- Trompas lindas, lá vem os espermatozóides, opa, cadê o óvulo? Você ainda não ovulou, bom ele pode esperar até 72 horas então é bom que você ovule logo, rs.
A situação inversa também pode ocorrer, você ovulou, óvulo lindo descendo pela trompa, olhando para todos os lados e, cadê os espermatozóides? Para piorar, o óvulo só pode ser fecundado até 12 hora pós ovulação. Concluindo: óvulo e espermatozóide devem estar em sintonia, do contrário, baubau;

- Óvulo e espermatzóides se encontraram, agora lá vem mais uma etapa, algum dito cujo precisa conseguir penetrar o óvulo;

- Digamos que o óvulo encontrou os espertazóides, um querido conseguiu penetrar o óvulo, óvulo fecundado! Todo comemoram! Só que não... ele precisa chegar até o útero, e tem mais, o endométrio (camada que reveste o útero, digamos que a caminha para o óvulo fecundado se aninhar) precisa estar na espessura ideal;

Gente! Perceberam quantas etapas precisam estar em perfeita sintonia? Calma, sei que sabendo disso  dá vontade de chorar, surtar, desmaiar, tudo junto e misturado. Mas depois, pensando bem, rola até uma certa tranquilidade, se você tenta a menos de um ano e não conseguiu ainda, pode ser apenas questão de falta de sorte mesmo!

Lembrando que antes de começar a tentar, o ideal é procurar seu ginecologista, contar que planeja engravidar, o mesmo vai lhe informar (ou deveria) sobre os passos a seguir, provavelmente receitar ácido fólico e realizar uma bateria de exames de praxe (se não pediu e não te informou nada, conselho: mude de médico!). Se tudo estiver ok, é o seguinte, se você tem menos de 35 anos, o recomendado é só procurar ajuda profissional para investigar a fundo algum problema, depois do primeiro ano completo de tentativas. Se você tem 35 anos ou mais, o recomendado é buscar ajuda depois de 6 meses sem sucesso.

A infertilidade afeta, aproximadamente, 1 em cada 5 casais e sua origem pode estar ligada a problemas masculinos (40%), femininos (40%) ou a uma combinação de ambos (15%). Nos outros 5% dos casos, não há causa aparente. Para um diagnóstico preciso da infertilidade é necessário uma investigação detalhada do casal, envolvendo avaliação clínica e laboratorial. De uma forma didática, são cinco os fatores que devem ser pesquisados e que podem atrapalhar um casal para ter filhos:

1. – Fator Hormonal e Fator ovariano: Problemas de hormônio e da ovulação;
2. – Fator Anatômico: Pesquisa da integridade anatômica do útero, trompas, colo uterino e aderências;
3. – Fator Imunológico : Pesquisa da “Incompatibilidade”, “hostilidade”, “alergia” – entre os gametas masculinos e femininos;
5. – Fator Masculino;
6. – Fator Endometriose.
 
1. FATOR OVARIANO E FATOR HORMONAL 

Este fator representa 50% dos casos de esterilidade, por falta total de ovulação (anovulação) ou por um defeito da mesma (disovulia – insuficiência de corpo lúteo).
A pesquisa da ovulação se faz através de exames de sangue e USG.
Dosagens hormonais: São realizadas durante o ciclo menstrual, procurando-se avaliar a real existência, a qualidade e a época da ovulação. Devem ser feitas na época adequada e os hormônios dosados são geralmente: FSH, LH, ESTRADIOL, PROLACTINA e PROGESTERONA entre outros, que poderão ser indicados de acordo com as suspeitas diagnósticas (Tireóide, etc).
Ultra-sonografia transvaginal seriada: Através deste exame, que é repetido algumas vezes durante o ciclo ovulatório, pode-se prever a ROTURA DO FOLÍCULO. Nos momentos que antecedem a ovulação, o folículo atinge seu tamanho máximo, mais ou menos 20 mm, formando um pequeno cisto (cisto funcional). Com a ovulação, este cisto se rompe e o óvulo é encaminhado para o útero, através da trompa uterina, onde deverá ser fecundado, passando a se chamar embrião.
Biópsia de endométrio: Fornece material para exame microscópico e pode ser realizada no próprio consultório durante o exame de videohisteroscopia, ao redor do 24º dia do ciclo menstrual. O exame deste material permite avaliar também a ação efetiva dos hormônios.

2. FATOR ANATÔMICO – INTEGRIDADE DA ANATOMIA  

INTEGRIDADE DA ANATOMIA: Consiste nas alterações do órgão reprodutor que podem impedir o encontro do espermatozóide com o óvulo dentro das tubas (ou trompas) e a conseqüente fecundação.

ÚTERO, TROMPAS E OVÁRIOS: O útero e as trompas devem exibir normalidade na sua anatomia e no seu funcionamento. Estas alterações ocorrem em 20 a 30% dos casos de esterilidade. Além das causas inflamatórias, traumáticas, cirúrgicas malformações, mioma, etc…, cumpre assinalar o papel dos fatores emocionais. O stress pode ocasionar alterações do peristaltismo das trompas (movimento que elas fazem para fazer com que o óvulo, fecundado ou não, caminhe dentro delas), comprometendo a captação e o transporte do óvulo. Alguns exames podem ajudar a detectar melhor possíveis problemas. São eles:

Histerossalpingografia: Clique aqui para saber mais sobre o exame. Em casos que demonstrem anormalidade, pode se seguir de laparoscopia e histeroscopia diagnósticas para prosseguir a avaliação. É interessante observar que até 20% das histerossalpingografias normais mostram anormalidade na vídeolaparoscopia.
Orientações: O exame deverá ser realizado entre o 8º e 10º dia do ciclo; Ligue para marcar o exame na clínica especializada no 1º dia do ciclo menstrual, a fim de receber eventuais informações complementares, como o uso de analgésicos antes do exame.  

Histerossonografia: É um exame que pode ser realizado no próprio consultório. Uma sonda especial é colocada no útero por via vaginal e através desta injeta-se um fluído que distende a cavidade uterina, caminha em direção às trompas e atinge a cavidade pélvica. Este procedimento é acompanhado pelo ultra-som e nos permite avaliar a anatomia da cavidade uterina e, indiretamente nos dá a idéia da permeabilidade tubárea pelo acúmulo de líquido intra abdominal atrás do útero, entretanto, não substitui a histerossalpingografia para avaliação das trompas.

Ultra-sonografia Endovaginal: É um instrumento importante na avaliação inicial da paciente infértil. No passado, eram necessários procedimentos mais agressivos para averiguar anormalidades ovarianas e uterinas. Com o uso do ultra-som vaginal, hoje é mais fácil e segura a avaliação dessas estruturas pelo médico. Pode-se usar o ultra-som vaginal para diagnosticar uma variedade de problemas:
Uterinos:
  • miomas uterinos (tamanho e localização);
  • anomalias estruturais, como útero bicorno ou didelfo;
  • alterações funcionais e anatômicas do endométrio.
Ovarianos:
  • Cistos;
  • Tumores;
  • Aspecto policístico.
O ultra-som vaginal pode também diagnosticar problemas ovarianos e, conforme descrito no capítulo anterior, muito útil ao se acompanhar uma paciente através da fase ovulatória de seu ciclo e avaliar a presença do folículo dominante. Quadros como cistos foliculares ou dermóides e endometriomas podem ser facilmente visualizados com o uso do ultra-som vaginal;

Videolaparoscopia: É um exame muito útil e sofisticado, feito em ambiente hospitalar sob anestesia geral. Através de uma microcâmera de vídeo introduzida no abdome por meio de uma incisão mínima na região do umbigo, visualizamos os órgãos genitais: útero, trompas, ovários e órgãos vizinhos. Com esse aparelho fazemos um “passeio” pelo aparelho reprodutor feminino. Vemos tudo com magníficos detalhes na tela do monitor. Permeabilidade tubárea, aderências e ENDOMETRIOSE são diagnosticados dessa forma e podem, ao mesmo tempo, ser tratados cirurgicamente sem a necessidade de cortar o abdomen. Este equipamento permite a introdução de pinças especiais, para a realização de atos operatórios, corrigindo muitas das alterações, como liberar os tecidos aderidos, cauterizar e vaporizar focos endometrióticos (LASER ou Corrente Elétrica), coagular sangramentos e até realizar cirurgias maiores se for necessário (miomas, cistos, gravidez tubárias, etc …)
O diagnóstico e o tratamento cirúrgico por VIDEOLAPAROSCOPIA deve ser feito por profissionais com experiência em infertilidade e microcirurgia. Ao se detectar determinada alteração durante um exame, o cirurgião especializado em Reprodução Humana deverá ter experiência e capacidade para discernir as reais vantagens de um tratamento cirúrgico. Caso contrário, os traumas dessa cirurgia poderão piorar ainda mais a saúde reprodutiva dessa paciente.

Videohisteroscopia: Pode ser feita em consultório e permite sem qualquer tipo de corte, o exame do interior do útero (endométrio). Através da mesma microcâmera utilizada no exame anterior, introduzida no canal vaginal, diagnosticamos na cavidade uterina a existência de alterações como miomas, pólipos, malformações e aderências, corrigindo-as, quando necessário, pela mesma via, cirurgicamente.

COLO DO ÚTERO: O muco cervical, como já vimos, é extremamente importante no processo de fertilização, pois é nele que o espermatozóide “nada” em direção ao óvulo a ser fecundado. Alterações no colo uterino são responsáveis por 15 a 50% das causas de esterilidade. A análise desse fator é feita através da avaliação do muco cervical, da videohisteroscopia e da colposcopia.

ADERÊNCIAS: É o fator causado pela presença de obstáculos (aderências) na captação dos óvulos pela(s) trompa(s). Geralmente, é proveniente de infecções pélvicas, endometriose ou cirurgias nesta região. O diagnóstico inicial é sugerido pela histerossalpingografia, mas a confirmação é feita através da videolaparoscopia, o único exame que permite o diagnóstico definitivo e, concomitantemente, o tratamento cirúrgico. Quando não for possível a resolução pela via endoscópica, deveremos realizar a cirurgia pelas técnicas convencionais, levando-se em consideração os princípios da micro-cirurgia.

3. FATOR IMUNOLÓGICO 

O fator imunológico pode ser considerado causa de esterilidade, pois encontramos, com freqüência, anticorpos no aparelho genital feminino, em especial no muco cervical . O exame básico é o Teste Pós-Coito ou Sims-Huhner, que identifica, sob a luz do microscópico, qual é o comportamento dos espermatozóides em contato com o organismo feminino. O teste é considerado DEFICIENTE, quando eles se encontrarem imóveis, ao invés de movimentos rápidos, ideais para fecundação normal. Outros exames para avaliar fatores imunológicos são os anticorpos anticardiolipina, anticorpos antitireoidianos, fator anticoagulante lúpico,fosfatidil serina, células NK, IgA, Fator V de Leiden etc, de indicação restrita. Em casos especiais pode ser ainda solicitado o exame “Cross Match” que avalia a rejeição do embrião pelo organismo materno.

4. FATOR MASCULINO 

 A pesquisa da fertilidade no homem é um capítulo importante na reprodução humana, tanto pelas dificuldades quanto pelo misticismo que envolvem a maneira da coleta do material (pela masturbação), além dos preconceitos que ainda existem envolvendo os possíveis diagnósticos (por mais absurdo que pareça). A pesquisa da fertilidade masculina é sempre muito mais simples que a feminina. É fundamental que se saiba o que é relevante nesta pesquisa para que não nos percamos em resultados superficiais que levam o casal, muitas vezes, a perder tempo e dinheiro, além do desgaste psicológico que envolve este tipo de tratamento.
O fator masculino é responsável, isoladamente, por 30 a 40% dos casos de infertilidade e associado ao fator feminino por mais 20%, cúmplice, portanto, de 50% dos casais com dificuldade para engravidar. Visto que a avaliação deste fator é relativamente simples e pouco dispendiosa, esta deve ser realizada em todos os casos. Este estudo é baseado na história clínica (antecedentes de infecção, traumas, cirurgias pregressas, impotência, hábitos como alcoolismo, tabagismo, etc…), exame físico, espermograma e, em casos especiais, exames genéticos.

5. FATOR ENDOMETRIOSE

Endométrio é o tecido que reveste o útero internamente e é formado entre as menstruações. Esta “película” solta-se e sai juntamente como sangue, cada vez que a mulher menstrua. Por razões ainda não definidas, esse revestimento pode migrar e se alojar em outros órgãos como ovários, trompas, intestinos, bexiga, peritôneo até mesmo no próprio útero, dentro do músculo. Quando isso, acontece, damos o nome de ENDOMETRIOSE (no útero tem o nome de Adenomiose), ou seja, endométrio fora do seu local habitual. A endometriose é responsável por cerca de 40% das causas femininas da infertilidade. A moléstia não é maligna e em certas pacientes se manifesta apenas discretamente, com leve aumento na intensidade das cólicas menstruais. Em outras, pode ser um martírio, com dores fortes e sangramentos abundantes. Em qualquer uma das situações, seja qual for o grau de endometriose, a Fertilidade pode estar comprometida. Os indícios da existência desta doença podem ser dados, além da história clínica, pela dosagem no sangue de uma substância chamada CA125 e por imagem suspeita vista pelo ultra-som. Novos exames como PCR, SAA, Anticardiolipina IgG, IgA e IgM representam uma opção para pesquisa e tratamentos imunológicos futuros desta patologia. Para confirmar o diagnóstico e graduar o comprometimento da sua própria existência, a VIDEOLAPAROSCOPIA é essencial, podendo-se, através dela obter também a cura com a cauterização e ressecção dos focos. O tratamento clínico medicamentoso complementar é uma alternativa que deve ser avaliada caso a caso.

Amores, se vocês já passaram da fase "normal" de esperar, procurem um bom GO, procure indicações, verifique se o mesmo é realmente profissional de respeito, se for, com certeza ele vai te solicitar os devidos exames ou te encaminhar para um especialista em reprodução. O que você não pode é ficar parada aí chorando as pitangas. Vá a luta! Corra atrás do seu milagrinho!

Fontes: IPGO, Sêmion, Pró Criar, Da fertilidade à Maternidade



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